A conhecida fabricante de processadores Qualcomm fechou uma parceria com a Telefonica S.A, que atua no Brasil com o nome comercial de Vivo, para acelerar o crescimento da cobertura de redes 4G no país.
As duas empresas farão isso por reutilizar parte da rede 2G nas frequências de redes 4G LTE. Com isso, espera-se que a cobertura da operadora aumente, bem como a qualidade do sinal e a capacidade de suportar mais conexões simultâneas.
A parceria entre as empresas se dará de duas formas distintas. A primeira delas envolve suporte de engenharia de rede, que visa otimizar a migração das redes 2G para 4G. Já a segunda forma visa a criação de aparelhos de baixo custo com suporte às redes LTE, tais como celulares baratos e módulos M2M (machine-to-machine) otimizados para a infraestrutura da Vivo.
A operadora Vivo está presente atualmente em 3.709 municípios com cobertura 3G. E em 1.500 municípios com a cobertura 4G LTE. Além disso ela conta com cerca de 5,1 milhões de conexões à sua rede 4G e M2M em todo o Brasil. A maioria desses acessos são baseados na tecnologia 2G e que precisam ser atualizadas. A Anatel divulgou recentemente que cerca de 50 milhões de celulares ainda utilizam as redes 2G. E destes, 18 milhões são clientes Vivo.
O 4G é uma necessidade
A parceria se mostra oportuna pois os brasileiros estão consumindo cada vez mais conteúdo. Segundo o Ibope, em comparação com 2014, os brasileiros, passaram a consumir duas vezes mais vídeos no smartphone e usado 27 vezes mais aplicativos de música, tais como Spotify e Deezer. Desta forma, a necessidade de redes de internet móvel mais rápidas e de melhor qualidade se faz essencial.
É também o que pensa o vice-presidente sênior e presidente da Qualcomm para a América Latina, Rafael Steinhauser,
“o 2G é uma tecnologia de rede que está há 30 anos no mercado e não atende mais a necessidade do usuário, que hoje usa seu smartphone para assistir vídeos, ler notícias, usar redes sociais, ouvir música e muitos mais, o que demanda uma rede de alta velocidade. O usuário precisa de uma rede que o atenda sem os travamentos e interrupções associados à rede 2G”.
E ainda, segundo Átila Branco, diretor da rede móvel da companhia, a Telefônica Brasil investirá mais de R$ 24 bilhões na ampliação das redes 4G até o fim de 2019.
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