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A abertura dos Jogos Olímpicos Paris 2024 aconteceu na última sexta-feira, dia 26 de julho, ficando marcada pela sua ousadia e originalidade. A cerimônia foi única por diversos motivos, mas um deles chamou a atenção. Na primeira edição dos Jogos Olímpicos marcada pela igualdade de gênero, houve uma importante homenagem a 10 mulheres que mudaram a história da França. Essas mulheres foram homenageadas com estátuas posicionadas próximas ao Rio Sena, o que despertou a curiosidade de muitas pessoas para saber quem são elas.
Você também ficou curioso? Confira agora quem são as 10 mulheres que marcaram a história da França e suas contribuições significativas.
Cerimônia de abertura: Sororité
A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Paris 2024 foi dividida em capítulos intitulados Enchanté, Synchronicité, Liberté, Égalité, Sororité, Sportivité e Festivité, que representaram diferentes aspectos da cultura, valores e espírito da França e dos Jogos Olímpicos. No entanto, o destaque fica para o quinto capítulo — “Sororité” (ou “Sororidade” em português) — que teve como foco principal o papel fundamental das mulheres na história da França.
Tudo começou no telhado do Grand Palais, uma das sedes dos Jogos Olímpicos Paris 2024, com a apresentação de uma versão do hino nacional francês pela voz de Axelle Saint-Cirel. Com esse espetáculo que deu início a mais um capítulo da cerimônia, o público pôde observar as estátuas surgirem nas margens do Rio Sena.
Durante esse momento, pudemos reconhecer e celebrar as contribuições de grandes mulheres, incluindo artistas, ativistas, jornalistas, escritoras e esportistas, que marcaram a história da França e do feminismo. Cada uma delas ganhou uma estátua que ficará permanentemente na capital francesa.
Olympe de Gouges (1748-1793)
A primeira a receber maior destaque na apresentação foi a escritora e ativista política Olympe de Gouges, conhecida por sua obra “Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã”, que defendeu os direitos das mulheres durante a Revolução Francesa. Ela foi uma das primeiras feministas da história e acabou sendo guilhotinada por suas opiniões políticas.
Alice Milliat (1884-1957)
Alice Milliat é outra que foi destaque na cerimônia de abertura. Ela foi a pioneira no esporte feminino e responsável por fundar a Federação Esportiva Feminina Internacional. Alice lutou pela inclusão das mulheres nos Jogos Olímpicos e organizou as Olimpíadas Femininas, promovendo a igualdade de gênero no esporte.
Gisèle Halimi (1927-2020)
Outro nome de destaque foi a advogada, política e ativista feminista franco-tunisiana, Gisèle Halimi. Gisèle ficou conhecida por seu trabalho em defesa dos direitos das mulheres, incluindo a legalização do aborto e a igualdade de gênero, bem como por sua defesa de militantes argelinos durante a Guerra da Argélia.
Simone de Beauvoir (1908-1986):
A filósofa, escritora e feminista, autora Simone de Beauvoir também ganhou sua estátua próximo ao Rio Sena. A autora é responsável por “O Segundo Sexo“, uma obra inspiradora do movimento feminista que explora detalhadamente a opressão das mulheres e a construção social do gênero.
Paulette Nardal (1896-1985)
Paulette Nardal foi uma das primeiras mulheres negras a estudar na Sorbonne, uma das mais antigas instituições de ensino superior da Europa. A escritora e ativista francesa desempenhou um papel fundamental no movimento da Negritude e no desenvolvimento da consciência literária negra no país.
Jeanne Barret (1740-1807)
Jeanne Barret foi a primeira mulher a circum-navegar o mundo. A botânica e exploradora se disfarçou de homem para servir como assistente de botânico em uma expedição francesa, desafiando as normas de gênero de sua época.
Louise Michel (1830-1905)
Louise Michel, também conhecida como Enjolras, foi uma professora, escritora e anarquista. Durante a Comuna de Paris, Michel se identificou como anarquista e se tornou uma das figuras mais importantes entre os Communard. Ela foi uma grande defensora dos direitos das mulheres e dos trabalhadores.
Christine de Pizan (1364-1431)
Escritora e poetisa medieval, Christine de Pizan foi considerada a primeira mulher a viver de sua escrita. Ela é conhecida por suas obras em defesa das mulheres, incluindo “A Cidade das Damas“, que desafiou as percepções misóginas de sua época.
Alice Guy (1873-1968)
Alice Guy foi a primeira cineasta da história e roteirista de filmes de ficção. Ela foi responsável por introduzir técnicas inovadoras, como a narrativa, edição, close-up, som sincronizado, efeitos especiais primitivos e a colorização manual. Além disso, dirigiu e produziu centenas de filmes, explorando temas como gênero, religião e cultura popular.
Simone Veil (1927-2017)
Simone Veil foi uma política e advogada, sobrevivente do Holocausto, conhecida por sua luta pelos direitos das mulheres, incluindo a legalização do aborto na França. Ela foi eleita a primeira presidente do Parlamento Europeu e, em 2010, tornou-se a sexta mulher a ingressar na Academia Francesa.
Conclusão
Paris veio para revolucionar os Jogos Olímpicos e, segundo os organizadores, as estátuas têm como objetivo, além de celebrar, destacar essas mulheres que, em sua maioria, eram pouco conhecidas pelo grande público. Elas também desempenham um papel fundamental na correção de uma disparidade histórica, já que em Paris, como em muitas outras cidades ao redor do mundo, a representação pública de figuras femininas tem sido historicamente menor. Com isso, a cidade não apenas celebra suas conquistas, mas também envia uma mensagem poderosa sobre a importância de igualdade e inclusão.
A Olimpíada de Paris 2024 será a primeira a garantir igualdade de gênero, com o mesmo número de homens e mulheres participando das competições. Este marco reflete não só o compromisso com a inclusão do evento, mas também destaca o papel fundamental das mulheres no esporte, promovendo um ambiente de competição mais justo e representativo para todos os atletas.
É importante lembrar que os jogos das Olimpíadas de Paris 2024 serão transmitidos do dia 26 de julho a 11 de agosto. A programação olímpica completa poderá ser visualizada no site oficial do evento. Após isso, é a vez dos atletas paraolímpicos lutarem por medalhas entre os dias 26 de agosto e 8 de setembro de 2024.
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Revisado por Enzo Sapio Monello em 28/07
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